25 de set. de 2013

A PIOR ABERTURA DO MUNDO

Estava eu fuçando pelo YouTube e dei de cara com a primeira abertura daquele antigo programa do Marcos Mion - Os Piores Clipes do Mundo.

Esta abertura em particular ficou no ar uns 2 ou 3 anos, no final dos anos 90, e utilizava cenas de um filme independente de 1989 chamado "Zeta Man" (ou "Zöeta Møn, daar Phyghl", como acabou sendo chamado na Noruega por motivos de copyright). É um dos inúmeros filmes do qual tive orgulho de participar como ator.

O filme era um épico de quase três horas baseado no premiado livro "Lord of the Flies", de William Golding, explorando a deterioração das convenções humanas e demonstrando, de forma violenta e gráfica, a gradual e irreversível perda da inocência de um grupo de crianças que se encontra em um cenário adverso e hostil, resultando em um estudo sombrio e apocalíptico da sociedade moderna e revelando que todos somos, no fundo, nada mais do que animais em seu estado mais primitivo e bruto.

Como disse, o filme ERA isso.

Por questões orçamentárias, acabou se tornando um filme de 45 minutos sobre um monstro de cabelo colorido brigando com um herói japonês usando um capacete do CHiPs.

Apesar de ter sido filmado no Brasil e contar com um elenco 
brasileiro falando em português, o filme todo foi dublado "ao vivo", 
com as vozes dos atores em cena sendo emitidas por outras pessoas 
por trás das câmeras. É por isso que, nesta abertura, você percebe que 
em determinados momentos o movimento dos lábios dos atores 
não corresponde à música que está sendo tocada.

(postado originalmente em 5/3/2009)

24 de set. de 2013

INTRODUÇÃO


Há alguns anos, tive um blog chamado Fistful of Boomstick, hoje em estado de animação suspensa. O blog era um apanhado de opiniões, bobagens, crônicas sobre a Fórmula 1 e um emaranhado de coisas estranhas. Tudo era bem limpinho e organizadinho (podem fuçar, ele ainda existe e tá tudo lá), e em determinado momento decidi criar uma nova seção à qual chamei de “AUTOBIZARROGRAFIA”.

Tratava-se de uma relato dos episódios mais – por falta de uma palavra melhor – pitorescos do meu passado. Sempre achei que alguém escrever sobre o seu próprio passado para que os outros leiam é praticamente assinar sua carteirinha de petulante, mas as histórias eram tão ricas e divertiam tanto as pessoas que achei que eram, de fato, dignas de registro.

A seção foi crescendo e acredito que ela tenha se tornado uma criatura com características próprias dentro de um blog que primava pela não-generalidade dos temas abordados. A vontade sempre foi transformar a seção num blog próprio, nem que fosse só para dar material suficiente para que meus filhos entendam porque são assim sem ter que pagar rios de dinheiro com terapia. Infelizmente, motivos profissionais acabaram me impedindo de dedicar ao blog o tempo necessário e o resultado é esse marasmo que já dura mais que um ano.

Mas aí, preso em casa em virtude de uma lesão no braço, pensei se talvez não valeria a pena juntar todos aqueles posts do AUTOBIZARROGRAFIA e lança-los em um novo blog, nem que seja para ter tudo em um só lugar, limpinho e organizadinho.

E o resultado é isso aqui.

Aos poucos, vou transportar todo o material da seção AUTOBIZARROGRAFIA para este blog (que chamei de BIZARROGRAFIA para simplificar um pouco) e agora terei uma central única para postar e relembrar tudo de mais esquisito que já aconteceu na minha vida (e na de minha família).

Sei lá... algum dia meus filhos vão me agradecer por isso. Ou não.