19 de dez. de 2013

A VIDA COMEÇA A QUEBRAR AOS 40

"Então, Sr. Brown... o Raio X indica que o senhor pode 
ter sofrido uma pequena fratura no... ehm... corpo."


Sempre me gabei de nunca ter quebrado nenhum osso no meu corpo ao longo de 40 anos de vida.

“Mas nem a perna ou o braço quando você era moleque?” perguntam.
“Não, nem a perna ou o braço quando eu era moleque. Nada.”

Aliás, essa coisa de não quebrar o braço na época da escola é quase um arrependimento, porque sempre quis ter um daqueles gessos todos assinados, como era de praxe na época.

Mas o fato é que, até os 40 anos, não havia quebrado nem mesmo o estribo, o menor dos ossos no corpo humano.

Não sei se estou citando corretamente ou se erro de década, mas acho que dizem por aí que a vida começa aos 40. Aparentemente, no meu caso ela começou a se despedaçar, porque num período de 2 meses eu quebrei o tálus, no tornozelo, e depois o úmero, aquele osso que fica entre o cotovelo e o ombro.

4 de dez. de 2013

O DIA EM QUE MEU PAI, O UNCLE BUGZ E EU DETONAMOS O STEVE JOBS

 
Tela do jogo Taipan!, para o Apple ][+, em que o personagem Elder Brother Wu
devia tanto para a gente que mesmo que ele vendesse as próprias calças (para
efeito de simulação, vamos considerar que as calças dele custassem $100,00),
ele teria que vender 1.000.000.000.000.000.000.000 de suas próprias calças
para saldar a dívida.


Era uma vez, há muitos e muitos anos, um Natal em família em que meu pai chegou com um presente absolutamente espetacular: um computador.

Estou falando do começo da década de 80 e computador era algo incrivelmente “pustaqueospariu!”.

Era uma época em que CD, MP3, celular, controle remoto, fax, DVD, internet e milhares de coisas que hoje fazem parte do nosso dia-a-dia eram, na melhor das hipóteses, delírios de um autor de ficção científica. Aliás, era uma época em que ainda nem haviam inventado algumas das coisas que já fazem parte do nosso passado, como pagers e videocassetes.