"Então, Sr. Brown... o Raio X indica que o senhor pode
ter sofrido uma pequena fratura no... ehm... corpo."
Sempre me gabei de nunca ter
quebrado nenhum osso no meu corpo ao longo de 40 anos de vida.
“Mas nem a perna ou o braço quando
você era moleque?” perguntam.
“Não, nem a perna ou o braço quando eu
era moleque. Nada.”
Aliás, essa coisa de não quebrar o
braço na época da escola é quase um arrependimento, porque sempre quis ter um
daqueles gessos todos assinados, como era de praxe na época.
Mas o fato é que, até os 40 anos,
não havia quebrado nem mesmo o estribo, o menor dos ossos no corpo humano.
Não sei se estou citando
corretamente ou se erro de década, mas acho que dizem por aí que a vida começa
aos 40. Aparentemente, no meu caso ela começou a se despedaçar, porque num
período de 2 meses eu quebrei o tálus, no tornozelo, e depois o úmero, aquele
osso que fica entre o cotovelo e o ombro.








