29 de out. de 2013

STRESSA SAFARI

"Você devia é levar essa sua busanfa gorda de volta pro DESERTO
onde não tem como atrapalhar o TRÂNSITO, animal!"


Uma das características que menos me orgulho de ter é uma improvável combinação de incapacidade de planejamento com otimismo infundado – em outras palavras, “acho que dá, mas se não der a gente dá um jeito na hora, apesar de eu não imaginar que jeito a gente poderia dar”.

Isso me rendeu alguns fios brancos há cerca de dois anos, quando decidi que seria uma boa ideia levar meus filhos ao Simba Safári. Eu mesmo havia ido uma única vez e achei que a experiência seria marcante na vida deles. De certa forma, foi.

Saímos de manhã num sábado ensolarado e fomos rumo ao local. Vi o ponteiro na reserva, mas achei que daria. Só não me dei conta de como era longe e, ao chegar, comecei a ter dúvidas se o combustível seria suficiente para realizar o passeio todo.

Só que aí já era tarde para ter este tipo de dúvida, então segui bravamente pelo caminho, após ter alertado minha esposa Carla de que “talvez o carro PARE NO MEIO DO CAMINHO”.

21 de out. de 2013

O DIA EM QUE O TONY GANHOU PONTO COMIGO

Existem momentos que, de tão traumáticos, marcam a vida de 
uma pessoa para sempre. Este foi um deles. Lembro até hoje
da sensação de descaso que senti da equipe médica no pronto socorro. 
Enquanto o médico dava pontos e fazia o curativo no queixo do Tony, 
NINGUÉM teve a capacidade de perceber que durante a queda
eu tinha ralado um pouco meu joelho e também estava SOFRENDO.

 
Era uma agradável noite de verão e eu, minha esposa e nossos dois filhos - que na época tinham uns quatro anos - voltávamos a pé da locadora, que fica a um quarteirão de casa. Eu segurava a mão do Tony e a Carla a do Nick.

Em determinado momento, não lembro bem porquê, começamos a competir para ver quem chegaria primeiro ao portão do prédio e, como o Nick era muito ágil, eu sabia que minha única alternativa para ganhar a disputa seria impedir que ele e a Carla nos ultrapassassem.

Assim, ficamos tentando bloquear uma eventual investida dos dois o quanto fosse possível, e a tática se mostrou eficiente até chegarmos a poucos metros do portão. Aí o chinelo do Tony caiu.

14 de out. de 2013

CADA VEZ MAIS EMBAIXO DO MASP

"Hmmm... ainda nada. Talvez se eu descer mais um nível
eles estejam me esperando lá no duto de esgoto..."


Uma de minhas mais, digamos, clássicas características é uma notória falta de senso geográfico.

Moro em São Paulo desde que nasci e ainda me perco pela cidade, como é de conhecimento de alguns leitores deste blog.

Um episódio em particular foi tão emblemático que acho correto relatar aqui em respeito a um dos meus poucos leitores, que acabou sendo protagonista desta "pequena falha na interpretação do combinado" (de acordo com o meu ponto de vista) ou "COMPLETA DEMONSTRAÇÃO DE IMBECILIDADE" (de acordo com o dele).

11 de out. de 2013

UM POST PARA QUEM GOSTA DE SANGUE E POUCA ROUPA

“Ops! Bom… pelo menos não tá sangrando. Ufa.”



Tenho um problema com o meu próprio sangue: quando me vejo sangrando – geralmente após um corte ou uma bala perdida – costumo passar mal.

Cai a pressão e me sinto como se estivesse prestes a desmaiar. Descobri que isso é mais comum do que eu imaginava, mas, por mais comum que seja, esse tipo de reação tem o potencial de causar constrangimentos memoráveis, como é o caso do relato a seguir.

Faz um tempo já, desci até a garagem do prédio com pressa para não chegar atrasado ao trabalho. Ao descobrir que o carro não ligava, decidi ir trabalhar de taxi e saí enfurecido pela recepção do prédio.

Claro que, nestes casos, o que a gente considera ser um acesso de ira capaz de gelar a espinha de quem tem o infortúnio de cruzar pelo nosso caminho, na realidade é visto por todo mundo com um desagradável misto de dó e inconformismo, geralmente acompanhado por frases do tipo “que cara estressadinho”.

4 de out. de 2013

SIGA AQUELE PONTO DE REFERÊNCIA


Meu irmão Uncle Bugz me cobra a postagem de uma história (detesto o termo “estória”) que é meio emblemática do meu já mítico senso de direção.

À primeira vista, a frase anterior pode até ter parecido prepotente, mas na realidade o "mítico" se refere a um raciocínio que beira o mongolismo.

Um exemplo foi a vez em que uma amiga minha decidiu fazer uma festa no seu apartamento, que ficava numa travessa da Av. Santo Amaro. Eu estava sem carro e meu irmão se ofereceu para me dar uma carona até o local.

Aceitei, e lá fomos nós pela Santo Amaro, conversando animadamente sobre amenidades. Eu sabia que tratava-se de uma travessa da avenida, mas não me lembrava do nome da rua, o que não seria um problema porque eu já havia ido ao local algumas vezes e identificaria a rua correta ao vê-la.

2 de out. de 2013

DADDY GOES DEXTER

"Sim, é definitivamente a mão da empregada dos Browns...
mas estava no lixo do oitavo andar, então NÃO PODE
TER SIDO ELES!"


Inegável que nossos pais são uma fonte inesgotável de aprendizado.

Foi com eles que aprendi a andar, a falar, a escrever, a dizer obrigado a cada nova gentileza e, no fim da década de 90, a me livrar de corpos esquartejados.

Não acho que esta última lição tenha sido intencional, mas confesso que quando assisto a um episódio de Dexter hoje em dia, alguma coisa do que o psicopata forense faz para eliminar suas vítimas me passa uma impressão de déjà vu. E acho que os responsáveis por isso foram justamente meus pais.

O que ocorreu foi o seguinte. Íamos mudar de apartamento e, no fim de semana da mudança, foram várias as viagens, com caixas contendo livros, CDs, utensílios, roupas, etc.

Maus pais tinham uns 10 quilos de carne congelada e, como tínhamos que desligar o freezer para fazer a mudança, meu pai colocou a carne toda (devidamente embalada, claro) na banheira.