"Você devia é levar essa sua busanfa gorda de volta pro DESERTO onde não tem como atrapalhar o TRÂNSITO, animal!"
Uma das características que menos me orgulho de ter é uma improvável combinação de incapacidade de planejamento com otimismo infundado – em outras palavras, “acho que dá, mas se não der a gente dá um jeito na hora, apesar de eu não imaginar que jeito a gente poderia dar”.
Isso me rendeu alguns fios brancos há cerca de dois anos, quando decidi que seria uma boa ideia levar meus filhos ao Simba Safári. Eu mesmo havia ido uma única vez e achei que a experiência seria marcante na vida deles. De certa forma, foi.
Saímos de manhã num sábado ensolarado e fomos rumo ao local. Vi o ponteiro na reserva, mas achei que daria. Só não me dei conta de como era longe e, ao chegar, comecei a ter dúvidas se o combustível seria suficiente para realizar o passeio todo.
Só que aí já era tarde para ter este tipo de dúvida, então segui bravamente pelo caminho, após ter alertado minha esposa Carla de que “talvez o carro PARE NO MEIO DO CAMINHO”.




