18 de mai. de 2014

A PARTE MAIS DIFÍCIL DE QUALQUER VIAGEM É A VOLTA

"Depois que comprei meu helicóptero, perdi 18kg, completei a maratona 
de Nova Iorque e cheguei em 3° no Ironman de Kona em 2013." 
  

Há algum tempo, dois amigos que haviam estudado comigo na escola decidiram montar um negócio inusitado – uma agência de viagens personalizadas, aliando um cunho ecológico com uma estrutura de altíssimo padrão. Na época, eu e mais dois sócios tínhamos uma agência de comunicação, e meus amigos nos procuraram atrás de ajuda para montar a parte criativa do site da empresa. Topamos, claro, e na hora do briefing, eles sugeriram algo mais imersivo, para que pudéssemos realmente entender o que estava sendo oferecido:

“Por se tratar de um produto sem similares no mercado, eu acharia muito importante que vocês vivenciassem um exemplo do que é nossa empresa. Podemos nos encontrar no Aeroporto de Congonhas neste sábado, 7 da manhã, e vocês passariam um dia com a gente em Angra dos Reis sentindo na pele o que estamos oferecendo ao público. O que acham?”

Concordamos e, pontualmente às 7 da manhã do sábado, lá estava eu, acompanhado por um dos meus sócios – o Milson – no aeroporto.

7 de fev. de 2014

PERDIDO NA GROENLÂNDIA

 
"Oi Zé, tô quase chegando, não tô mais, tô quase chegando, não tô mais, 
tô quase chegando, não tô mais, tô quase chegando, não tô mais, 
tô quase chegando, não tô mais... 



Nada mais natural do que você se sentir meio perdido em um local que não conhece. Tipo no meio da Groenlândia, por exemplo. Por outro lado, a sociedade tende a condenar pessoas que se perdem em locais que elas passam todos os dias durante uma década, ainda mais quando o local em questão fica a quadras da sua casa. Tipo a Rua Groenlândia, no bairro dos Jardins em São Paulo.

Evidentemente, não me enquadro no primeiro tipo de pessoa, visto que nunca fui – e confesso que acho muito improvável que algum dia eu vá – para a Groenlândia. Mas eu de fato morava no Itaim Bibi, praticamente numa travessa da Av. Nove de Julho, que é perpendicular à Rua Groenlândia, e pegávamos essa rua diariamente no caminho de volta da escola. 

Eis que um dia, meu amigo Joe Matthews, que para preservar sua identidade será chamado de Zé neste relato, me convidou para passar o sábado na casa dele.