7 de fev. de 2014

PERDIDO NA GROENLÂNDIA

 
"Oi Zé, tô quase chegando, não tô mais, tô quase chegando, não tô mais, 
tô quase chegando, não tô mais, tô quase chegando, não tô mais, 
tô quase chegando, não tô mais... 



Nada mais natural do que você se sentir meio perdido em um local que não conhece. Tipo no meio da Groenlândia, por exemplo. Por outro lado, a sociedade tende a condenar pessoas que se perdem em locais que elas passam todos os dias durante uma década, ainda mais quando o local em questão fica a quadras da sua casa. Tipo a Rua Groenlândia, no bairro dos Jardins em São Paulo.

Evidentemente, não me enquadro no primeiro tipo de pessoa, visto que nunca fui – e confesso que acho muito improvável que algum dia eu vá – para a Groenlândia. Mas eu de fato morava no Itaim Bibi, praticamente numa travessa da Av. Nove de Julho, que é perpendicular à Rua Groenlândia, e pegávamos essa rua diariamente no caminho de volta da escola. 

Eis que um dia, meu amigo Joe Matthews, que para preservar sua identidade será chamado de Zé neste relato, me convidou para passar o sábado na casa dele.