"Oi Zé, tô quase chegando, não tô mais, tô quase chegando, não tô mais,
tô quase chegando, não tô mais, tô quase chegando, não tô mais,
tô quase chegando, não tô mais...
Nada mais natural do que você se sentir
meio perdido em um local que não conhece. Tipo no meio da Groenlândia, por
exemplo. Por outro lado, a sociedade tende a condenar pessoas que se perdem em
locais que elas passam todos os dias durante uma década, ainda mais quando o
local em questão fica a quadras da sua casa. Tipo a Rua Groenlândia, no bairro
dos Jardins em São Paulo.
Evidentemente, não me enquadro no primeiro
tipo de pessoa, visto que nunca fui – e confesso que acho muito improvável que
algum dia eu vá – para a Groenlândia. Mas eu de fato morava no Itaim Bibi,
praticamente numa travessa da Av. Nove de Julho, que é perpendicular à Rua
Groenlândia, e pegávamos essa rua diariamente no caminho de volta da escola.
Eis que um dia, meu amigo Joe Matthews, que
para preservar sua identidade será chamado de Zé neste relato, me convidou para
passar o sábado na casa dele.