Quando tinha uns 13 ou 14 anos de idade, minha família se mudou para um apartamento novo que, diferente do que tínhamos até então, ostentava uma varanda e piscina – o que para mim era o máximo do luxo. Para melhorar, nossos quartos e a varanda tinham vista para a piscina, então não demorou para que eu percebesse as meninas bonitinhas, mais ou menos da minha idade, que vez ou outra desciam para tomar sol e dar seus mergulhos na piscina.
Um dia, decidi descer também para mostrar a elas o que milhões de anos de evolução eram capazes de produzir. Cheguei na piscina e mandei um “olá” discreto para elas, que responderam educadamente, e coloquei minha toalha em uma das cadeiras de praia que rodeavam a piscina. Foi aí que vi um par de chinelos e me toquei de que eu havia descido descalço, tendo esquecido os meus chinelos lá no apartamento.
Como eu precisaria deles para voltar até o elevador depois de sair da piscina, até pensei em voltar para o apartamento, mas como eu sabia que em determinado momento meu irmão menor, Uncle Bugz, iria aparecer na janela para observar minhas estripulias na piscina, eu raciocinei que poderia ser mais prático e rápido simplesmente pedir que ele jogasse os chinelos de lá de cima.
Então mergulhei na piscina com o máximo de graça e elegância e, logo na primeira vez que olhei para nossa varanda, vi o Uncle Bugz. Acenei para ele e falei num tom de voz ligeiramente mais alto – afinal, eu não queria ficar gritando na frente das meninas – que ele jogasse os chinelos na minha direção, um por um.
